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Image by Annie Spratt
  • Foto do escritorRita Stano

REDES DE ALTERIDADE...

"Quero perceber tudo com calma mesmo em meio a correria, sentir que a vida é quente mesmo quando se diz fria, fazer da vida um canto mesmo sem melodia, amar as pessoas sendo elas João ou Maria."Mena Moreira

E é por isso que as redes sociais fazem tanto sucesso. São espaços de compartilhamento do que pensamos, do que sentimos, do que estejamos sendo...Alguns fazem dessas redes um simples modo de exibição. Mas muito, demasiados, estão nelas para se sentirem menos solitários, mais amalgamados, menos dispersos num mundo fácil de solidão. Muitas vezes percebi o medo que as pessoas têm de se incluírem em uma rede social e não serem lidas, nem comentadas ou percebidas. Isso me incomoda, porque ignorar o outro, que se apresenta em palavras, se expõe em imagens é mais uma maneira de não aproveitar a possibilidade do encontro, da escuta que o outro nos traz. Que as redes sociais, virtuais por natureza, sejam quentes, sejam acalanto, sejam lugares de amparo às idéias, às volúpias, aos enredos ainda sem música. Vamos fazer junto isso. Não para aparecer, não para se mostrar o que não se é, não para mentir e criar calúnias, mas para sermos juntos...alguma coisa melhor do que somos, quando estamos sós.

Sem corpos, mas com olhos sensíveis para acolher as palavras que nos são dadas, para dizer o que em outro lugar não seria tão fácil. Redes sociais, espaços virtuais que podem nos resgatar o mais humano de nossa condição...A condição de sermos sempre Outro do outro. Não cabe o bisbilhotar nessas redes, não cabe o mutismo de tantos. Cabe sim a vontade de estar junto, de compartilhar, sendo João ou Maria. Sendo-com-o-outro, sempre.

 

"Danço, rodopio e não penso, pois somente as sensações podem prevalecer. Que importa como me analisam, se com esses movimentos enriqueço o meu viver?! (fragmentos da poesia "Vivo a Dança" de Rosana Nóbrega)"


 

 

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