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Image by Annie Spratt
  • Foto do escritorRita Stano

Desterritorializando a identidade...

Há tempos, Laerte, o competente senhor dos quadrinhos diários de jornais brasileiros, resolveu assumir modo de vestir, de se expressar femininos. Sim, de repente, ele se travestiu e publicizou seu desejo pela roupa, pelos acessórios, pela maquilagem. Interessante a coragem desse movimento transgressor de um homem que se apresenta mulher e vive como mulher, após anos de uma vida tipicamente masculina. Transgredir os limites, ir além do tradicional e do costume. Se permitir sair do conforto de ser e reterritorializar-se em outro gênero identitário. Continua sendo o mesmo, porém, outro, em outra roupagem. E os seus dizeres  acerca dessa experiência e dessa opção. Da delícia de ser mulher, de ter que se cuidar mais ao sair, da vaidade instalada e assumida.

Fico pensando nas opções que se tem hoje de se ser e de não se ser. Seja lá o que for, há a possibilidade do mutável e a identidade, provisoriamente (im)posta se desterritorializa e se refaz em outros espaços existenciais ressignificados. Homens e mulheres, travestidos, itinerantes e provisórios. Chamam isso de modernidade líquida? Pós-modernidade? Modernidade tardia? Sem rótulos, num tempo de identidades nômades.



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